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domingo, 18 de dezembro de 2011

conferencia municipal de cultura

Apenas gostaria de registrar aqui que, na Conferência Municipal de Cultura, não apoiei e nunca apoiarei nenhum edital ou lei de incentivo para o Cinema.

Se essas leis incentivam alguma coisa, elas apenas incentivam a dependência dos realizadores paranaenses em mamar nas tetas do estado, usando dinheiro público para fazer filmes que serão aproveitados apenas para interesses particulares.

Infelizmente, a maioria dos realizadores não conseguem ver outros meios para o financiamento do seu produto que não seja pelo intermédio do dinheiro público. Este formato não está viabilizando uma solução para o principal problema dentro das produções que são a eficácia plena de estratégias de divulgação, distribuição e exibição ao público, o que, consequentemente não dá retorno necessário para o realizador financiar suas próximas produções sem o apoio do dinheiro do povo. E nada mais imbecil do que fazer filme com dinheiro público que não é direcionado ao público.

Sei que houve esforços nessa direção, como o pedido de ampliação do parque exibidor local, editais para distribuição de filmes e da adoção de lei que obriga as escolas a passar filmes paranaenses para os alunos. Mas seriam estas as medidas ideais?

Minha única proposta foi a criação de uma Incubadora Pública de Economia Criativa numa estrutura de Coworking, que poderá contemplar não só as atividades relacionadas ao Audiovisual, mas todos os eixos temáticos envolvidos na Conferência, como design, dança, artesanato, teatro, publicações, artes visuais e eventos.

A Incubadora serve para abrigar potenciais negócios criativos, dando-lhes todo o suporte numa política de formação empreendedora visando diminuir o assistencialismo governamental. A Incubadora ainda poderá trabalhar em parceria com as escolas, universidades e os IFs, com estratégias de formação profissional e apoiando empresas juniores.

É isso, a proposta foi dada. Apenas espero que a Fundação Cultural de Curitiba também ache uma boa ideia. Se alguém gostar da proposta, a divulgue e cobre do poder público

segunda-feira, 2 de maio de 2011

eu quero casar com você. casa comigo?

Eu quero casar com você. Casa comigo? Eu não sou rico, mas eu sou francês, vou te levar pra Paris. Você vai poder se gabar pras tuas amigas. Você vai comer estrogonofe todo dia. Casa comigo, vou te tratar que nem rainha, vou beijar teu pé, vou te fazer cosquinha, você pode me comer por cima, você pode me comer agora (se quiser) (eu quero), daí você pode me ligar no dia seguinte. E a cobrar.

Eu quero casar com você. Casa comigo? Vou tirar foto tua lá na Torre Eiffel, vou te levar passear, vou comprar creme caro pra você. Eu tenho plano de saúde, mas não cobre cirurgia plástica, porque você nunca vai precisar. Eu acho teu dente torto lindo, eu acho teu cabelo torto lindo, eu acho teu dedão do pé torto lindo, você podia ser toda torta e eu ainda ia te achar linda, você podia ser um quadro do Picasso e sabe quanto tão pagando por um quadro do Picasso?

Eu quero casar com você. Casa comigo? Se você for travesti eu viro veado, se você for assombração, eu me mato, se for fruto da minha imaginação, eu sabia que essa esquizofrenia tinha algum lado positivo e se você for mulher, e de verdade, nossa senhora ave maria.

Eu quero casar com você. Casa comigo? Aproveita que eu tô assim, desse jeito tongo. Daqui uns dois anos, vai tá tudo chato, eu vou te chifrar, você vai me chifrar, eu vou brochar, você vai me chamar de incompetente, minha mãe vai intervir, vai ser só filhadaputagem.

Casa comigo rapidinho, gruda ne mim, me dá um apelido ridículo. Vamos tatuar nossos nomes. Num coração. Roxo. Eu sou seu rocknrollo, seu cherry colo. Sou o chapeiro da cantina, que faz teu bauru; e que capricha. Eu sou todo teu, você vai ser toda minha, nem que dure só uma vida, nem que dure só um dia. E eu sei que essa última frase foi meio baixo nível, chegando no renato russo, mas é o que eu tô sentindo, veio do fundo escondido do meu coração, tô nem ae.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

nervermind

Fotoroubêixan: ink incomplete

Então um belo dia eu resolvo contemplar minha vasta biblioteca no last.fm orgulhosa do repertório que acumulo desde Outubro de 2006.

Não sei como eu pude não ter percebido por tanto tempo: várias execuções do álbum NeRvermind do Nirvana. Era a coisa mais estúpida que tinha feito até resolver apagar o álbum NeRvermind, e, por conseqüencia, apagar 227 plays dessa banda que formou meu caráter.

Nirvana formou meu caráter.

Minha vó mandava eu lavar a louça e eu respondia "E o Nirvana mandou?".

Nirvana absolutamente formou meu caráter.

E agora vejo o Nirvana atrás de Radiohead, Sonic Youth, Smashing Pumpkins e Queens of the Stone Age. Bandas que eu só conheci por causa do Nirvana. É a coisa mais triste.

Eu sei que eu deveria pouco me foder, porque tanto faz nervermind... nirvarna... vamos todos morrer mesmo.

Mas fato é que resolvi ouvir Nevermind até bater 1171 plays neste fim de semana. Ponderei:

Eu gosto de Nirvana, eles formaram meu caráter, eles sempre estiveram lá comigo, inclusive naquele agosto de 2002, quando passei uma noite em claro, chorando e com medo do monstro que eu poderia ser no futuro, mas eu ouço as músicas deles desde 2001!

Ouvir um único álbum mais de 50 vezes não poderia ser um saco?

Não. Aliás, faz tanto tempo que eu não ouvia, que está sendo a coisa mais pertinente que fiz em termos musicais desde o dia 1º deste ano.

Top 5 coisas pertinentes que fiz em termos musicais desde o dia 1º deste ano: 5. Não ter torcido o nariz para o filme das Runaways, só porque é com as cabritinhas do Crepúsculo; 4. Defender Foo Fighters até as últimas White Limos, mesmo num ambiente hostil a eles e a mim; 3. Ter esperado ansiosamente pelo novo da PJ Harvey; 2. Não dar bola para o último do Radiohead; 1. Ouvir as músicas do Nevermind umas 350 vezes.

Não consigo me cansar.

Eu posso ouvir que I'm so happy cause today I've found my friends they're in my head para sempre.

Já que eu não posso mais viver isso. I'd like to, but It could'nt work, trading off and taking turns. I regret everything. And I had these friends, you see, who made me felt and I wanted more than I could steal so I've arrested myself, I've worn a shield, I'm going out of my way, but  I can prove I still smell that girl who is still myself.
 
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